
Batman Por Tom King Vol. 1
2021Maldito seja Tom King.
@cebareba
Avido leitor de quadrinhos, mangás, VNs e Etc...

Maldito seja Tom King.

Cara, Batman e Deadpool é uma HQ horrorosa, pegue para ler apenas se quiser ver o quão ruim é. Como história, ela não tem nada, é só um crossover do mesmo jeito que uma criança brinca com dois bonecos de franquias diferentes, além disso, ela fica fazendo referência a outras histórias que por sua vez não agrega em nada e acaba que a HQ se torna um poço de inúmeras referências a outras histórias além dela mesma e não se torna nada, justamente porque ela não é nada.

Tudo que acontece aqui nesse quadrinho é uma das sacadas geniais de Grant Morrison ao resgatar o passado da Era de Ouro dos quadrinhos. Lógico que nem tudo é perfeito, essa HQ tem vários problemas, como a terrível descaracterização da Talia, filha de Ra's al Ghul, ao ponto de que até hoje a personagem dela sofre com essa descaracterização (Detalhe, HQ de 2006.) e a terrível apresentação de Damian. É sério, o Grant Morrison errou terrivelmente em várias partes, até ele mesmo já admitiu em entrevistas que se arrepende de ter escrito certas partes do quadrinho, justamente porque ele não sabia o que estava escrevendo. o Damian "aparece" pela primeira vez em um oneshot fora da continuidade principal da DC, desde então ninguém sabia o que fazer com o personagem, então Grant Morrison aproveitou que eles estava reescrevendo o universo Batman e quis reinventar o personagem, o único detalhe é que ele sequer leu a HQ pra entender o que ele estava escrevendo e a única coisa que "salvou" ele foi o evento que ocasionou o Soco do Superboy que reescreveu a realidade, junto do editorial e os escritores que vieram depois dele pra reescrever o que ele já havia escrito. Eu entendo que o Damian é pra ser uma criança que foi criada sem amor e o único amor da mãe que ele sequer sentiu, foi a dedicação dela em cria-lo a ser igual um dos assassinos do culto do pai dela e que o Damian vai aprendendo com o tempo sob a mentoria do Batman e vai realmente melhorando, mas mesmo assim, ele é um personagem que rouba um pedaço do plot de cada membro da batfamília, insuportável que só, o único motivo do Damian se tornar mais "amigável" fora das HQs do Grant Morrison é por conta do editorial que precisa que as pessoas gostem do personagem porque se não, não vende, porém, dentro das HQs do Grant Morrison, Damian tem espaço pra ser um personagem que evolui, mesmo que devagar.

Roteiro de Paul Dini com a arte de Alex Ross, não há muito o que ser dito.

Batman Hush é uma história que entope de personagens, não desenvolve nenhum e finge ser um mistério absurdo.

Paul Dini, simplesmente o homem que quando se pensa em Batman, é o Batman dele em que todos lembram, Paul Dini literalmente pavimentou o Batman, junto do universo ao seu redor que a gente tanto ama. Pode-se dizer que o homem vive dentro do Batman. Batman por Paul Dini, diferentemente do comum, é um conjunto de histórias fechadas em que Paul Dini tem novamente a oportunidade de poder trabalhar com os personagens que ele tanto ama e tem carinho, um deles sendo a Doutora Harley Quinzel, que é justamente uma personagem que ele trouxe pela primeira vez durante a série de televisão do Batman animado, ele também resgata outros personagens como o Ventríloquo (Que era um personagem esquecido na época, então Dini quis escrever uma história bonitinha pra ele, pq é um personagem que ele gosta e eu também) e Hush (Outro que Dini pegou do Morrison e reescreveu o personagem que Joseph Loeb não conseguiu escrever). No geral, é o puro suco de uma história do Batman, principalmente porque Paul Dini ativamente esteve presente durante a série animada do Batman e foi um de seus roteristas junto de Bruce Timm.

Contra tudo e contra todos, Darwyn Cooke foi capaz de realizar sua obra prima em vida, mesmo com 2050 editores miseráveis impedindo ele de escrever a história que ele queria, ainda bem que ele conseguiu trazer a tona essa história maravilhosa que só foi possível pelo imenso ódio e frustração em seu coração sobre as HQs da época, e claro, os editores. New Frontier revisita histórias e personagens da DC Comics e ao mesmo tempo a história Americana durante as décadas de 40 a 60. A história do quadrinho em si é contada quase como um documentário da mudança política e social nos Estados Unidos enquanto desconstrói a nostalgia da América da década de 50, ao mesmo tempo que reconstrói e reafirma um senso de esperança americana de diversos jeitos, assim como simbolizar soldados como heróis em tempos de guerra, mas, que em tempos de paz não são necessários, dando espaço para que novos tipos de heróis possam surgir e reinventar oque é ser um herói, que é justamente um dos temas mais importantes da história.

Cara, Batman e Deadpool é uma HQ horrorosa, pegue para ler apenas se quiser ver o quão ruim é. Como história, ela não tem nada, é só um crossover do mesmo jeito que uma criança brinca com dois bonecos de franquias diferentes, além disso, ela fica fazendo referência a outras histórias que por sua vez não agrega em nada e acaba que a HQ se torna um poço de inúmeras referências a outras histórias além dela mesma e não se torna nada, justamente porque ela não é nada.

Meh, Guerras Secretas é uma história qualquer feita unicamente pra vender boneco pra criança brincar

Batman Ego é simplesmente a HQ que pavimentou o conceito do Batman na atualidade, inspirado pela animação de televisão da série animada do Batman, Darwyn Cooke pôde realizar esse projeto pessoal que acabou se tornando um marco para o Morcego. Batman Ego não foi tão grande quando saiu, mas foi reconhecida pelos editores e abriu a maior janela de oportunidade da vida do Darwyn Cooke, tanto que foi por conta dessa HQ que ele pôde realizar a New Frontier.

Guerra Civil já tinha sido ruim, mas o dois se tornou uma mancha permanente na história e reputação da Marvel. Nascido apenas por dinheiro, Guerra Civil Dois é quase um atentado terrorista contra a humanidade.