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Capa de Quarteto Fantástico (2026) 01

Quarteto Fantástico (2026) 01

2026
12 de set. de 2026

Quarteto Fantástico aposta na ficção científica para entregar uma das histórias mais criativas das revistas mensais da Marvel. A revista do Quarteto Fantástico, ganhou uma nova numeração e conseguiu me surpreender bastante. Em meio a tantas histórias de super-heróis que acabam recorrendo às mesmas estruturas, esse volume encontra na ficção científica uma maneira muito divertida de explorar a dinâmica da Primeira Família da Marvel. A premissa já chama atenção. Durante um confronto com o Doutor Destino, o Quarteto acaba envolvido em uma situação que coloca cada um dos seus integrantes em um período completamente diferente da história da Terra. A partir daí, a história deixa de ser apenas mais uma batalha contra Victor Von Doom e passa a trabalhar com conceitos de tempo, sobrevivência e, principalmente, com a capacidade do Quarteto de encontrar soluções para problemas aparentemente impossíveis. É justamente aí que o roteiro funciona melhor. A história consegue transformar uma ideia bastante absurda em uma aventura que mantém o leitor curioso para descobrir como os personagens vão conseguir lidar com as circunstâncias em que se encontram. Existe uma preocupação constante em mostrar as diferenças entre cada período histórico e as dificuldades que eles apresentam, mas sem deixar que o conceito científico engula a aventura. E, mesmo trabalhando com uma premissa tão grandiosa, a história não deixa de lado aquilo que torna o Quarteto Fantástico especial: a relação entre seus integrantes. Existe uma sensação muito forte de que estamos acompanhando uma família tentando encontrar uma maneira de voltar a ficar reunida. A inteligência do Senhor Fantástico, a determinação da Mulher Invisível, o humor do Tocha Humana e a resistência do Coisa continuam sendo fundamentais para que a aventura funcione. Outro ponto que gostei bastante é como o roteiro utiliza a própria lógica da viagem no tempo para construir seus desafios. Em vez de simplesmente usar o conceito como uma desculpa para colocar os personagens em situações diferentes, a história realmente brinca com as consequências de estar separado por períodos absurdamente distantes. É uma ficção científica bem divertida, daquelas que fazem você parar por alguns minutos e pensar: “Tá, mas como eles vão sair dessa?” E essa é justamente uma das maiores qualidades do volume. Se por um lado o roteiro e a criatividade são os grandes destaques, a arte não me conquistou tanto. O desenho tem um estilo que achei um pouco esquisito em determinados momentos e, para mim, não acompanha completamente a força das ideias apresentadas pela história. Ainda assim, é um problema que acaba sendo compensado pelo roteiro. No fim das contas, esse volume do Quarteto Fantástico entrega uma aventura criativa, dinâmica e que sabe aproveitar muito bem os elementos de ficção científica que fazem parte da essência da equipe. Mais do que uma simples história de super-heróis, temos aqui uma aventura sobre tempo, sobrevivência e, principalmente, sobre uma família tentando encontrar um caminho de volta para casa. Para mim, é um dos títulos mensais da Marvel que mais se destacaram pela criatividade recentemente. Nota: 8/10.