Matheus Laneri

Matheus Laneri

@nerdmochilinha

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Análises

7 análises
Capa de Guerra Secreta

Guerra Secreta

2022
09 de set. de 2026

Fevereiro de 2004 o início do pontapé do novo universo marvel. E não começou muito bem. É a guerra secreta de brian michael bendis e gabrielle dell'otto Vilões da marvel estão cada vez mais tecnológicos. Mas quem financia? Como eles conseguem tecnologia de ponta em tão pouco tempo? A resposta: latvéria. Com destino preso no inferno por conta dos eventos da fase mark waid e mike wieringo no título do quarteto, lucia von bardas é a primeira-ministra da latvéria agora. E ela está tentando destruir a américa por dentro. Sabendo disso, nick fury conta toda essa situação ao presidente dos eua, que recusa qualquer tipo de ação contra a latvéria, visto que os eua financiaram von bardas para assumir a latvéria, uma nação agora amiga. Pós 11/9, fury se recusa a ficar neutro na situação e ele junta um time clandestino para derrubar a ministra: capitão américa, wolverine, viúva negra, demolidor, cage, aranha e daisy johnson. Depois de praticamente matar von bardas, ela retorna um ano depois querendo matar fury e todos envolvidos no ataque a latvéria. Do ponto de vista de história: o gibi transpira pós 11/9. Os eua em 2004 ainda não se recuperaram do baque dos ataques terroristas no wtc e pentágono. A segunda guerra no afeganistão contra o talibã foi uma resposta rápida para o problema moral. E a guerra no iraque foi porque dick cheney é um desgraçado. Como isso afeta os quadrinhos? Depois da década de 90 onde o mal prevaleceu na marvel (queda de tony stark, surgimento massacre, capitão morto, deuses asgard mortos e os anti-heróis em alta), heróis retornam veio e arrumou a casa. Mas pós-2001 o heroísmo precisou ser revisto. A editora timidamente tentou abordar isso no capitão américa de john ney rieber mas faltou coragem. Em 2004 era preciso começar novamente, e nada melhor que começar novamente seu universo, um novo pontapé para uma nova era. Por ser um produto da época, muito cinismo está presente. Isso fica claro no momento que fury reúne um time para derrubar uma nação e depor um ministro e depois apaga a mente dos envolvidos. Tudo com a justificativa de fazer o que é necessário e de manter a pureza dos heróis, que são pessoas melhores que ele. Outra coisa clara é a suspensão da suspensão da descrença sofrendo um duro baque nesse período. Grant morrison sempre brinca que o leitor de gibis é o único leitor que precisa saber como o superman voa ou como o bruce wayne consegue ser empresário bilionário de dia e batman a noite. Ele está certo, é óbvio. O lúdico é essencial nos gibis. Mas pós 11/9 isso não é mais suficiente. Um exemplo disso é a abertura do gibi onde Jessica Jones zomba do uniforme do punho de ferro ao mesmo tempo que crianças perguntam como luke cage sua com sua pele impenetrável. A suspensão da suspensão da descrença cai ainda mais quando cage é atacado em sua casa e sua pele impenetrável impede que ele seja tratado adequadamente. Antigamente ele seria tratado dentro de um tanque de cura ou algo do gênero. Mas nesse novo universo, poderes trazem problemas e respostas precisam ser dadas. Outro exemplo: ao prenderem um vilão com alta tecnologia que tentou roubar apenas uns 12 mil dólares, como manter sua armadura? Só a manutenção é na casa dos milhões, esses roubos não fazem sentido. Bendis recorre até praticamente a tortura do vilão por parte dos agentes da shield. Eles não são mais jogados em uma cela esperando pela fuga. É um novo mundo. Bendis cria uma trama sombria com um novo mundo onde o lúdico não tem mais lugar. O universo marvel está para mudar. Claro que temos ecos de watchmen aqui, principalmente no material extra recheado de informações de personagens que aparecem e até de outros que não aparecem, mas que servem de base para materiais futuros. Mas o estilo lento do bendis prejudica a trama. Por ter apenas 5 partes, certas coisas precisavam ser rápidas. O mistério do que rolou na latvéria e o aparecimento do vilão no final é lento e em uma edição onde tudo acontece, fica muito corrido. O grande atrativo do gibi é a arte de dell’otto, que faz um trabalho que se casa muito bem com o clima proposto. Mas a sua lentidão tornou o gibi rapidamente irrelevante dentro do cenário geral na marvel.

Capa de Friday

Friday

2020
09 de set. de 2026

Ed Brubaker é conhecido pelos seus gibis de crime e personagens reais, e em Friday ele tenta mudar um pouco de terreno partindo pro lúdico e fantasia. É bom? Sim, afinal, é Brubaker. Mas muito longe do brilho do autor no terreno que ele tanto domina. A parte final da obra inclusive é bem fraca. É o tipo de material que claramente ele fez pra virar série/filme. Não o culpo, faz parte da vida tentar pagar as contas. O verdadeiro destaque são a arte e as cores da dupla Martin e Muntsa. Coisa linda, cada página é um deleite.

Capa de Thunderbolts por Warren Ellis e Mike Deodato Jr.

Thunderbolts por Warren Ellis e Mike Deodato Jr.

2025
08 de set. de 2026

O único gibi que importa dos Thunderbolts na história. Warren Ellis pega o conceito original do Kurt Busiek e eleva a enésima potência com vilões malucos que estão a serviço do governo norte americano. Ao contrário do Esquadrão Suicida do Ostrander onde temos vilões em busca de redenção e diminuição de pena, aqui só tem maluco xarope fazendo xaropices. Ellis pega os EUA pós-11/9 e faz uma crítica ácida a sociedade americana, ainda mais com Norman Osborn comandando o time. Uma sociedade do espetáculo, onde os heróis são celebridades e suas missões são constantemente televisionadas, expostas e com objetivo de transformar uma captura de um inimigo da nação em um espetáculo midiático. Interessante a utilização do Homem Radioativo no time e sua ligação com o governo chinês ainda mais nos tempos atuais. É um gibi que influenciou pesadamente a Marvel dos anos 2000, basta ver como esse quadrinho desembocou na Invasão Secreta, Vingadores Sombrio e Reinado Sombrio. Espetacular é pouco

Capa de Homem de Ferro: Extremis

Homem de Ferro: Extremis

2021
08 de set. de 2026

É possivelmente a melhor história do Homem de Ferro de todos os tempos. Primeiro por verdadeiramente levar o personagem para o século 21. Logo de cara, Ellis atualiza a origem do Homem de Ferro para (o então) tempos atuais e serve perfeitamente como porta de entrada para novos leitores. Ellis define o Homem de Ferro como o piloto de testes do futuro, e o que acontece quando uma nova tecnologia ultrapassa aquele que deveria ser o pináculo da tecnologia? Ao mesmo tempo, Tony Stark está em crise por conta dessa situação inteira. Como se reinventar de maneira digamos socialmente aceita? Ainda mais quando o core das Indústrias Stark é a guerra? O escritor também deixa claro que não adianta o quanto Stark tente fugir, ele é intrínseco ligado a guerras e a indústria bélica. Isso fica claro quando o grande objetivo do empresário é criar um Homem de Ferro cada vez melhor, e o que seria um Homem de Ferro melhor a não ser uma arma cada vez mais potente? Um gibi definitivamente fantástico. Analisei ele no meu canal, quem quiser ver mais, recomendo prestigiar aqui https://youtu.be/z--TtZWcdXc

Capa de Homem-Aranha: De volta ao lar

Homem-Aranha: De volta ao lar

2001
07 de set. de 2026

É um gibi que merece uma total contextualização da época. O Homem-Aranha vinha de um reboot que não deu certo por parte do John Byrne e depois Howard Mackie teve que se virar com o que tinha. Mary Jane "morreu" em um acidente de avião, Peter viúvo, Duende de volta, uma fase terrível. Straczynski vindo de Babylon 5 e da hypada (e meia boca) Rising Star surgiu como um raio de sol. Logo de cara ele arruma a casa de maneira simples, torna o Peter um professor e apresenta um poderoso novo inimigo, Morlun, mostrando que o passado ficou pra trás e que uma nova era realmente tinha chegado. Até John Romita Jr volta a desenhar melhor do que nas fases anteriores. É uma ótima porta de entrada para novos leitores, e para trazer antigos de volta. De negativo temos a péssima edição do 11 de setembro e para quem se importa, a questão dos poderes totêmicos. Não considero uma ideia ruim, faz até sentido, mas tem gente que se ofende.

Capa de Batman: Ano Um - Edição de Luxo

Batman: Ano Um - Edição de Luxo

2007
07 de set. de 2026

A vitória de dois homens. Um bilionário que tem tudo, mas falta algo. E um policial que tem tudo o que o bilionário gostaria de ter, mas é obrigado a lidar com seus erros. É o melhor gibi do Jim Gordon da história. Frank Miller em quatro edições constrói a origem definitiva do Batman e até hoje influencia qualquer artista no personagem. É absurdo de bom. Isso porque eu nem falei da arte do David Mazzucchelli que é extremamente elegante e limpa. O tipo de gibi que mostra a força da mídia

Capa de Easy Breezy

Easy Breezy

2022
07 de set. de 2026

Um gibi simpático