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Capa de Batman: Ano Um - Edição de Luxo

Batman: Ano Um - Edição de Luxo

2007
14 de set. de 2026

Essa exata edição foi meu primeiro contato verdadeiro com histórias em quadrinhos, foi um presente do motorista da van escolar que me levava e buscava da escola mais de dez anos atrás. Por isso, achei válido que essa fosse minha primeiro review no site, então vamos lá, pela óptica de quem não possuí nenhum apelo emocional ao escrever isso 04h27 da manhã de uma segunda-feira. Como reapresentar uma história que já funciona tão bem? Quem poderia apresentar um dos maiores heróis da história de uma forma que não fosse repetitiva ou até mesmo estragasse algo já tão bem explicado e conhecido? Então é aí que entra a melhor decisão possível: trazer o já renomado Frank Miller que não buscou apenas apresentar o Batman mas sim seu universo, as pessoas que viriam a estar ao seu lado com o passar do tempo - seja de uma maneira aprofundada como, o ainda tenente, Gordon; a breves cenas com direito a balões de pensamento no último capítulo como recebeu a Selina Kyle, ainda longe da sua alcunha de Mulher-Gato, ou somente breves citações e aparições de Harvey Dent. Frank Miller mostra que para ser possível conhecer o homem-morcego, é necessário que se conheça seu entorno. Seu mundo, sua Gotham e suas falhas de início, afinal ele mesmo admite que não pode fazer tudo sozinho. É muito engraçado pensar que, ainda hoje, 39 anos depois de seu lançamento, ainda existem pessoas que teimam a acreditar que sim, o Batman pode fazer tudo por conta própria. E sobre a arte de David Mazzucchelli, o que posso comentar além de que ela combina perfeitamente com o tom da história dada por Miller? É impossível parar e pensar na possibilidade de qualquer outro artista receber este roteiro. O traço simples se destaca pelo uso das aquarelas, em especial quando ele coloca as bases vermelhas e azuis. E por fim, preciso ressaltar o quão adorável (e humano) é a irritação do futuro Cavaleiro das Trevas ao ver que um gato quase tomou um tiro. Esse detalhe foi tão especial para mim quanto foi para o Gordon. É uma das melhores histórias que você pode ler, seja como uma criança de 9 anos, seja como um adulto com mais do dobro disso.