Marina by Grant Morrison

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Defendendo carequinhas não-binários até o dia da minha morte.

Transsexual, Transylvania.X

@marinando_

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Mort Cinder

Mort Cinder

1962
08 de set. de 2026

Mort Cinder não se propõe apenas a ser um quadrinho ou uma narrativa, mas sim uma passagem de homenagens múltiplas a antropologia, uma forma de passar o tempo que não se dispõe apenas em contar os fatos a um amigo ou a um parente, mas sim mergulhar em suas nuances e características mais profundas, ou seja, suas raízes, suas línguas, seus números e formas de arte que tanto a compõem, mas não antes de fazer uma crítica a sistemas que tratam as ferramentas dispostas pela arte e a história como uma mercadoria, seja pela figura de um antiquário, aquele que sua profissão é caracterizada por "aprender para vender mais tarde", uma eterna barganha da história, ou pela mais forte potência presente na narrativa, Mort Cinder, aquele não somente contas as histórias, mas as vive mesmo depois das mesmas já terem passado, que busca na memória a ligação de um ser com ele mesmo. Mort Cinder carrega com si algumas das mais pesadas circunstancias no mundo das histórias em quadrinhos, seja pelo nome de um dos, senão o maior, roteirista de ficção narrativa da américa latina Hector Oesterheld, um argentino que transpassa todas as convenções de oque é a ficção em histórias inventivas e cativantes, como também de seu desenhista, o artista presente nesta obra, um dos mais aclamados de sua época por carregar com si as velhas noções das vanguardas artísticas e das academias de arte, que começa com uma arte "técnica", para se dizer o mínimo, mas que avança primorosamente durante esta obra em questão para sua maturidade como artista, buscando composições surrealistas e utilizando materiais inventivos e inovadores para aquele que antes apenas se utilizava oque lhe foi ensinado nas velhas academias de artes, usando uma gilete, atingiu traços únicos e marcantes, delicados, finos e cheios de dramaticidade, este era Alberto Breccia. A genialidade dessas duas mentes nos proporcionou uma das obras narrativas mais densas e importantes de sua época e até mesmo aos tempos atuais, com iniciativas que buscam fazer jus a arte de Breccia, com edições enormes (neste caso necessariamente, e não apenas por capricho de colecionadores tapados que sentem tesão por um encadernado de capa dura) que tenta ao máximo evidenciar a arte desse artista tão importante para o mundo dos quadrinhos, que em conjunto com o magistral roteiro do tão aclamado criador de O Eternauta, se juntam e formam uma máxima da narrativa.

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