
Batman: Ego e Outras Histórias
2025Ego foi o primeiro quadrinho que li do Batman quando criança, presente do meu tio. Fez toda a diferença pra mim, nunca mais consegui abandonar as HQs do morcegão

Ego foi o primeiro quadrinho que li do Batman quando criança, presente do meu tio. Fez toda a diferença pra mim, nunca mais consegui abandonar as HQs do morcegão

se tem Constantine vai ser sempre 5 estrelas

já fiz a leitura cronológica do núcleo dos Novos Deuses duas vezes e posso dizer tranquilamente que aqui o Tom King soube fazer o que faz de melhor: humanizar o cósmico e surreal. Mesmo que em HQs como Estranhas Aventuras, Senhor Milagre ou Visão ainda exista o épico e heróico, o Tom King sabe exatamente como brincar com os sentimentos humanos e com as complexidades de uma psiquê que vai além da mesmice e do tradicionalismo de personagens criados nos anos 50, 60 ou 70 e por aí vai. Pegar um personagem como Scott Free, que sempre teve um dilema com a vida e com a morte, e transformar isso em um verdadeiro peso sob tensão foi incrível, porque víamos um deus enfrentar sua fragilidade inevitável em uma obra que faz, sim, alegoria à depressão. Senhor Milagre segue sendo pra mim o melhor trabalho do T.K e meu quadrinho favorito, porque só entende um personagem tentando escapar da vida quem também já tentou uma vez. A história é como uma viagem febril e psicodélica pela mente do Scott e suas paranóias, nos fazendo duvidar da realidade ou se estamos diante do mesmo Scott Free da Terra-0. É uma história de amor, onde ele gradualmente se sente não mais na necessidade de escapar, mas de lutar e permanecer por coisas que ele ama. Nem preciso dizer que a Barda também tava fenomenal nessa HQ, uma personagem maravilhosa. Não vejo defeitos, e sempre gosto quando um escritor nos mostra que mundo de "gibizinho" com "heróis e vilões" nem sempre é preto no branco, e que muitas vezes eles, assim como nós, precisam andar pelas estradas cinzas