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Mulher Maravilha

Mulher Maravilha

198714 de set. de 2026

quando falamos de mulher maravilha na atualidade, entendemos diana de themyscira como uma importante representação feminina entre os principais heróis do imaginário popular, vinda diretamente dos mitos gregos para a vida urbana como uma guerreira da paz. essa imaginação da mulher maravilha parte justamente desta run. sendo uma das leituras mais essenciais para aqueles que desejam conhecer a origem de diana, perez introduz, aqui, a origem do barro, que subverte e quebra a lógica patriarcal do conceito de maternidade e configuração familiar e esboça o que viria a se tornar a galeria de vilões da heroína. a escrita de perez, contudo, apresenta demarcações temporais e de gênero significativas, que ainda revoltam membros e aliados da causa feminista a qual a mulher maravilha se propõe a defender mesmo que não explicitamente. principalmente nos últimos capítulos da autoria de george perez, o discurso construído ao longo da run se perde e retorna a um ponto de vista ao que hoje entendemos como masculinista. apesar disso, a run permite que jovens tenham contato, de forma simples e divertida, com uma das personagens femininas mais importantes da contemporaneidade, cuja relevância resiste e persiste não apenas pelas décadas, mas também pelos séculos. recomendo a leitura.

Novos Deuses Vol. 01

Novos Deuses Vol. 01

202614 de set. de 2026

ram v dá à cosmologia da dc uma nova camada de complexidade, o que não é de todo mal pois explica - parcialmente - a origem dos novos deuses para aqueles que ainda têm dúvidas. porém, existem muitas pontas soltas, como, por exemplo, os outros três mundos anteriores, ou quanto ao restante do elenco dos novos deuses. o worldbuilding de v expande o universo para muitos lados, mas acaba deixando o essencial, "feijão com arroz", de lado quando se trata de apresentar o básico. ao decorrer das edições, entendemos a motivação do antagonista, ainda que de forma meio simplória e pouco explorada, e as motivações do arquiteto dos eventos da run, que apesar de intrigantes, são ambíguas e confusas para o leitor. apesar disso, a escrita de ram v possui um tom poético e quase bíblico, e, combinado com a arte de evan cagle e artistas convidados, ajuda o leitor a imergir numa sensação quase lovecraftiana de insignificância mediante ao cósmico. é uma boa leitura, mas que ainda deixa pontas soltas.

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GuilhermeCarlos Teixeiramia ˖ ౨ৎ˚₊Guiff em Crise 💥MariaEmilyHugo☆kaypatelismewerton.