
Mulher Maravilha
1987quando falamos de mulher maravilha na atualidade, entendemos diana de themyscira como uma importante representação feminina entre os principais heróis do imaginário popular, vinda diretamente dos mitos gregos para a vida urbana como uma guerreira da paz. essa descrição da mulher maravilha parte justamente desta run. sendo uma das leituras mais essenciais para aqueles que desejam conhecer a princesa de themyscira, perez introduz, aqui, a origem do barro, que subverte e quebra a lógica patriarcal que estabelece o conceito de maternidade e configuração familiar e esboça o que viria a se tornar a galeria de vilões da heroína, com protótipos de antagonistas que rivalizam com diana nos próximos anos. a escrita de perez, contudo, apresenta demarcações temporais e de gênero significativas, que ainda revoltam membros e aliados da causa feminista a qual a mulher maravilha se propõe a defender mesmo que não explicitamente. principalmente nos últimos capítulos da autoria de george perez, o discurso construído ao longo da run se perde e retorna a um ponto de vista ao que hoje entendemos como masculinista. apesar disso, a run permite que jovens tenham contato, de forma simples e divertida, com uma das personagens femininas mais importantes da contemporaneidade, cuja relevância resiste e persiste não apenas pelas décadas, mas também pelos séculos. recomendo a leitura.
